segunda-feira, março 13

São Paulo 11 de março de 2006_ sabado

a noite em que o mundo era calmo até demais.


01. trabalho.

Conforme o mundo chegava, começou a cair uma pequena garoa. Os mundos se escondiam no banheiro. Nós que estavamos atrasados para o trabalho encontramos poucos mundos ali presentes e a Mãe estava praticamente sozinha e na chuva. Coitada. Enquanto trabalhavamos alguns mundos sairam debaixo da cobertura só para nos ver.

02. Panfletagem.

Chegou muitos mundos. Praticamente uma caravana bem no meio da apresentação dos irmãos.
Fora isso, tudo ok. Nada de novo. Apenas encontrei pessoas alegres, outras nem tanto e outras muito instigantes.

03. Cantinho

Perdi meu bloco de anotações. Não lembro o nome de todos aqueles que estavam aqui no meu cantinho desse dia. Sei que o amigo-Gustavo estava com um amigo dele. Haviam três garotas que vieram juntas ( uma delas estava de camiseta verde e não entendeu nada de nada), as outras eram simpáticas, lembro que uma usava oculos bonitos. Havia também uma senhora simpática que estava ali, sozinha, aquilo me instigou, uma tal de Juliana. O que leva uma senhora solitária a visitar uma casa como a minha? Qual será o seu interesse na minha familia?

Enfim, meu mundo era calmo. Poucou interferiam no meu discurso. Talvez porque concordavam demais. Ou porque não entendiam nada. Aos poucos percebi que muitos dali não entendiam nada de nada, mesmo. Incapazes de criar certas associações. Incapazes de saber sobre o que se tratava a verdade que eu mencionava.

Um casal muito excentrico estava na minha sala. Eu elogiei a camisa que o tal sr usava. Ele pareceu um pouco inibido com meus elogios. Talvez pensasse que eu teria segundas intenções com ele. Não elogio mundos afim de flertá-los. Quero apenas que a gentileza se torne presente em nossas vidas.

04. visita do irmão.

Visitei o imão que lava essa noite. Uma senhora, amiga do Gustavo, foi para o meu cantinho apos a visita. Adorei por ela perceber a claustrofobia que aquele banheiro proporciona.

Quando voltei ao meu quarto percebi que as mesmas pessoas que não entendiam nada de nada, estavam apaixonadas pelo meu irmão que lava. Não quiseram sair do meu cantinho por que não quiseram. Podiam muito bem trocar de lugar. Aqui na casa ninguém é obrigado a nada. Continuei mesmo assim.

05. Ofertório.

O mundo do irmão que lava insistiu para que eu explicasse sobre a marca que eu tinha feito na minha testa. Não poderia explicar aquilo. Não havia tempo suficente. É muito complicado. Só quem estava no meu cantinho seria de capaz de compreender a complexidade que havia naquela simples marca. Não era um sinal do Filho. Era sim uma demonstração. O mundo isistiu tanto que eu resolvi explicar-lhes. Mas meu irmão queorganiza me ridicularizou perante o mundo de tal forma que acabei tendo um acesso de raiva momentaneamente. Erro grave.


06. Revelação.

vale da purificação total .
Ninguém do mundo teve coragem de ajudar-nos.
O mundo ficou parado e imovel.
A sra Juliana riu da minha cara enquanto o Filho discursava raivoso contra nós.
O mundo ficou triste com o que foi feito com o irmão que organiza.
Sai ileso. Dessa vez.
Ninguém se perguntou o motivo daquele rodo estar quebrado ??
Naõ quero nem pensar no dia em que tudo se reverta contra mim, sofrerei muito.
Ou se tudo der certo, um dia o mundo verá a solução para nossos problemas e preconceitos.
grato a.e.

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